terça-feira, 13 de outubro de 2009

Fábula - A girafa e o sagui



Certo dia um sagui, chamado Felício , estava andando no meio de sua floresta de galho em galho, até trombar em algo muito grande. No primeiro momento achou que fosse uma árvore, mas logo reparou na cor e olhou para cima. De lá do alto a girafa olhava para o saguizinho que mal era do tamanho da sua pata.


No momento que os dois se olharam algo lhes chamou a atenção, a doçura no olhar, o frio na barriga e eles se apaixonaram.

Eram de mundos tão distantes e ao mesmo tempo do mesmo, sabiam das dificuldades, das criticas e dos preconceitos, mas com o amor que sentiam um pelo outro, não importava nada.



Moral: Com amor nada importa, tudo dará certo.

Bruna

Continuação do conto Pausa de Moacyr Scliar




Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu, bocejando:

— Vais sair de novo, Samuel?
Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.
— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher com azedume na voz.


Então Samuel olhou para sua mulher e disse:

— Tu sais todas as sextas à noite e nem por isso lhe faço perguntas, respondeu-lhe. A mulher fez um olhar enraivecido e ficou quieta, até que ele voltou a falar:

— Tu achas que estou lhe traindo? E iria fazer este, justo às 7 da matina - abrindo um sorriso logo após.

A mulher novamente o olhou com um olhar de desconfiada, mas virou-se e foi arrumar a casa. Samuel saiu sem preocupações.

Voltou horas depois e encontrou sua mulher vermelha de raiva.

— Onde você estava? Por que não atende o celular? Com quem você estava? - e nem prestou atenção que Samuel voltara com um peixe muito grande em suas mãos.


— Não está vendo mulher?! Fui pescar, olha este Pacu que eu peguei. A mulher ficou toda arrependida de ter pensado o pior de seu marido e desculpou-se com ele, e assim todo domingo de manhã começou a pescar com Samuel.
Ricardo

O encontro



Eis que a belça moça e o europeu se encontram, era dia 23 de abril de 1998, uma linda tarde de sábado.


A moça se chamava Lorrana e o europeu Sandro.

Em primeiro momento tudo foi maravilhoso, eles se conheceram e começaram a namorar. Tudo era perfeito, Lorrana estava muito feliz por ter encontrado ,finalmente, um homem que a completasse, que a fizesse uma mulher realizada. Sandro a buscava todos os dias na loja em que ela trabalhava, na verdade, que era dona, onde tinha conquistado com muita luta, Lorrana era uma moça bem sucedida.

Mas, esse romance durou apenas seis meses, por conta de uma grande desilusão. Com o casamento já marcado para o dia 2 de outubro, ela ouve uma conversada de seu noivo no telefone com outra mulher, ele dizia que já estava tudo armado, que o plano não tinha como falhar, assim que ele se casasse com ela, ele voltaria para o Paraguai e viveria com a tal mulher que ele conversava.

Lorrana ficou muito chateada, mas continuou agindo como se nada tivesse acontecido e começou a investigar Sandro, que na verdade era Alvez, e acabou descobrindo que ele era estelionatário.

O dia do casamento havia chegado e Alvez achando que nada ia dar errado, estava muito empolgado. A moça com tanto ódio no coração, seguiu seu plano. Apesar de pensar como iria superar aquela dor. E então, na hora de responder sim ou não, o pobre coração bateu mais acelerado do que se podia imaginar, mas obviamente Lorrana respondeu que NÃO e saiu correndo, Alvez estava armado, sacou a arma e sem pensar duas vezes apertou o gatilho, acertando nas costas da noiva.


Ela em meio um suspiro disse: "- Agora eu sou feliz." E o homem desmascarado na tentativa de fuga, foi pego na porta da igreja pela polícia local.

Helena

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Almas gêmeas não se separam

Foi como um conto de fadas o encontro entre John e Donna em São Paulo no dia 15 de abril de 2007. Quem poderia imaginar que um anúncio de jornal acabaria juntando almas gêmeas?
O primeiro encontro aconteceu em uma noite estrelada e de temperatura morna. John com um terno elegantíssimo preto foi buscar sua pretendente em uma carruagem enfeitada com flores vermelhas e brancas e com um cavalo branco no hotel Hyatty. E, como sempre, havia trânsito, mas todos os motoristas de certa forma apaixonados deram passagem a John, que conseguiu chegar às 20h em ponto como combinado. Donna, que trajava um belo vestido rosa-claro, ficou emocionada e mal pôde acreditar no que via. Porém, o mais mágico aconteceu quando seus olhos encontraram o de John, parecia que ambos se procuravam a tempos. Foram jantar no terraço Itália, onde prepararam para o casal uma mesa reservada com velas e flores, tudo parecia surreal.

O jantar foi maravilhoso, a comida deliciosa; salada de rúcula, tomate, pepino e sorvete de queijo; uma massa especial para o segundo prato, alaskas ao forno para sobremesa e vinho do porto para acompanhar a refeição. Conversaram muito, conheceram-se melhor, e a cada minuto que passava mais se apaixonavam.
Depois do jantar, ficaram vendo as estrelas de mãos dadas. Entre as falas um sussurrar de "Eu te amo", o olho no olho e os poemas recitados, o beijo então aconteceu ao som distante de violinos. E nesse instante o tempo pareceu parar e fogos de artifícios coemçaravam a estourar no céu, foi o primeiro encontro de muitos.

Após quatro meses de namoro se casaram em São Paulo, na igreja da Avenida Paulista que fica próxima ao hotel Fórmula 1. Tanto  a decoração quanto os noivos estavam no estilo romântico. E mais uma vez, ambos se surpreenderam com o olho no olho, pois se apaixonaram como se fosse a primeira vez e até hoje continuam se amando e se apaixonando.

Thaís

O primeiro encontro


Na tarde de 12 de setembro de 1988, Albert estava ansioso para encontrar Mariana, a moça que havia respondido seu anúncio. Na carta, ela dizia ser alta, ter 27 anos, morena e solteira, preenchendo todos os pré-requisitos que ele havia pré-estabelecido em seu anúncio.

Saindo do trabalho, Albert foi para casa, tomou banho, colocou sua roupa mais elegante e saiu em direção ao restaurante, onde havia marcado com Mariana. O restaurante era o mais fino da cidade, o Terraço Itália. Ele sinceramente esperava que além de ser tudo que ela havia dito ser, Mariana fosse educada o suficiente para se portar em um restaurante fino como aquele.

Chegou ao restaurante às 20h e esperou calmamente até às 20:15h. Após estes 15 minutos, ficou impaciente e preocupado, receoso de que a moça não aparecesse. Poucos minutos depois uma dama de 1,73m, aproximadamente, magra morena, olhos cor de mel, linda de causar inveja a qualquer outra mulher, adentrou o salão e mexeu com o coração do europeu. Ela usava um vestido de seda tomara-que-caía vermelho e ele rezava com todas as suas forças para que aquela linda mulher fosse Mariana. Ela caminhou em sua direção e disse:

- Com licença, desculpe incomodar mas...você é Albert?
O homem de queixo caído fez a afirmativa apenas com a cabeça. A moça abriu um sorriso e disse:
-Bom, fisicamente você se descreveu com perfeição. Alto e muito bonito, com isto homem corou e ela continuou: - Não vai me convidar para sentar?
Ele pela primeira vez respondeu:
- Claro, por favor.

Ela se sentou e eles conversaram durante algum tempo. Pediram a comida e foram se conhecendo melhor. Ambos se pareciam muito psicologicamente falando. Se deram muito bem e, ao final, se despediram com um beijo no rosto e marcaram um novo encontro.
Após alguns meses de vários encontros, eles começaram a namorar. O namoro durou 2 anos e se casaram, tiveram um filho chamado Enzo no ano de 1991 e uma filha chamada Antonieta no ano de 1994. Em 1996 se mudaram para a Itália onde vivem até hoje e são muito felizes juntos.

Stella